As alterações climáticas nos media e na opinião pública

No âmbito do OBSERVA – Observatório de Ambiente e Sociedade e integrado na semana da Ciência e Tecnologia, realizar-se-á no próximo dia 21 de Novembro, às 17.00, nas instalações do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa — Avenida Professor Aníbal de Bettencourt, 9 (ao Campo Grande) —, o Colóquio AS
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NOS MEDIA E NA OPINIÃO PÚBLICA.

Tendo por objectivo apresentar e discutir resultados de pesquisas em curso sobre alterações climáticas, a sessão, moderada por João Ferrão (ICS-UL), contará ainda com comentários de um jornalista, Ricardo Garcia do Jornal Público, e de um investigador da área das alterações climáticas, Filipe Duarte Santos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A primeira comunicação As alterações climáticas nos media – política, ciência e acontecimentos, da responsabilidade de Luísa Schmidt, Ana Horta e Anabela Carvalho, apresenta uma análise a três jornais diários (Diário Económico, Jornal de Notícias e Público) que incide na última década e, em especial, nos últimos quatro anos. Entre os principais resultados destaca-se o facto de as políticas internacionais sobre alterações climáticas serem muito mais mediatizadas do que as políticas nacionais e, sobretudo, locais. As medidas e planos aprovados no país e transversais a muitos ministérios quase passam despercebidas. Estando  praticamente ausentes as controvérsias sobre as alterações climáticas, os temas mais explorados pelos jornais em análise são os
protocolos e acordos internacionais, sendo que temáticas como a subida do nível do mar, a afectação da saúde, ou a segurança tendem a mostrar-se residuais.

A segunda apresentação As alterações climáticas e a opinião pública – Portugal e Europa em perspectiva, da responsabilidade de Ana Delicado, João Pato e Luísa Schmidt, mostra que os portugueses são os europeus mais desinformados sobre as alterações climáticas, embora revelem uma elevada preocupação com o problema. É
predominante a percepção de que as autoridades públicas e as empresas não fazem o suficiente para resolver o problema das alterações climáticas, associada a uma “desresponsabilização” individual que é mais forte em Portugal que no resto da Europa:
são poucos os Portugueses que afirmam desenvolver acções para mitigar as alterações climáticas, como prescindir do uso do automóvel.

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