SOCIEDADE DE JORNALISTAS DO AMBIENTE E INSTITUTO DO AMBIENTE ALPINO GANHAM PRÉMIO INTERNACIONAL CALOUSTE GULBENKIAN

Fundação Calouste Gulbenkien

Fundação Calouste Gulbenkien

O Prémio, no valor de 100 mil euros, distinguiu ex-aequo duas organizações: a Sociedade dos Jornalistas do Ambiente (Society of Environmental Journalists) e o Instituto do Ambiente Alpino (Institute for Alpine Environment).

Em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, o júri, constituído por Jorge Sampaio, Lord Robert May, Jacqueline McGlade, Hans Joachim Schellnhuber e Viriato Soromenho-Marques, resolveu premiar em conjunto a acção destes organismos, reconhecendo a importância da investigação aplicada à protecção ambiental e à defesa de biodiversidade, bem como o trabalho de divulgação dos temas ambientais e o seu contributo para criar uma opinião pública informada e esclarecida.

A Sociedade dos Jornalistas do Ambiente (SEJ) é uma organização independente, fundada em 1990, por um pequeno grupo de repórteres, editores e produtores de todos os meios de comunicação social. Duas décadas depois da sua fundação, a SEJ reúne mais de 1 500 membros provenientes de 30 países distintos.

O objectivo central da SEJ consiste no aperfeiçoamento da qualidade do trabalho jornalístico em matéria ambiental. A SEJ tem plena consciência da responsabilidade da comunicação social na produção de diferentes narrativas isentas e rigorosas, em domínios caracterizados tanto pelo conflito de interesses como pela complexidade técnica e científica dos assuntos. Na sua luta pela excelência do labor jornalístico, a SEJ tem promovido inúmeros cursos, conferências e visitas de estudo a locais concretos, onde a degradação ambiental é mais sensível. Dessa forma tem permitido que muitos jornalistas, com uma experiência essencialmente urbana, que foram deslocados de outras áreas redactoriais para o domínio ambiental sem preparação específica prévia, possam aceder a um elevado grau de compreensão de problemas e ameaças tão multifacetadas, como o são as alterações climáticas, a perda de biodiversidade ou o aumento da pressão sobre os recursos hídricos essenciais.

O Instituto do Ambiente Alpino foi criado em 1995, no seio da European Academy of Bolzano, no coração da região alpina europeia, que se estende por um território de 191 mil Km2, abrangendo oito países, e contando com uma população de mais de 13 milhões de habitantes.

Desde a sua fundação que o Instituto do Ambiente Alpino tem orientado o trabalho da sua equipa pluridisciplinar de investigadores, predominantemente constituída por jovens cientistas, por uma perspectiva que combina a identificação e diagnóstico de problemas ambientalmente relevantes com a procura de soluções e alternativas, pautadas pelos critérios de desenvolvimento sustentável, que possam recolher o apoio activo dos diferentes actores sociais e económicos envolvidos.

O ambiente alpino é não só um dos mais ricos em termos de diversidade biológica, tanto no espaço horizontal como no vertical, como também um dos mais importantes nos inúmeros serviços que os seus ecossistemas naturais prestam à humanidade, desde logo como nascente de muitos dos grandes rios de que a humanidade depende. Contudo, a riqueza do ambiente alpino é acompanhada pela sua extraordinária vulnerabilidade à acção humana, quer local, quer global. Com efeito, as regiões alpinas contam-se entre os ecossistemas mais ameaçados por um processo de rápida degradação, impulsionado pelas alterações climáticas antropogénicas em curso.

O Instituto do Ambiente Alpino conta-se, assim, entre as instituições de investigação que mais nos têm ajudado a compreender e a intervir na complexa rede de tensões e delicados equilíbrios que caracterizam as regiões alpinas na Europa e no Mundo.

Com a atribuição deste Prémio fica completa a lista dos premiados de 2010: Cristina Reis (Prémio Gulbenkian Arte), Associação de Mulheres Contra a Violência e Associação de Reabilitação e Integração Ajuda (Prémio Gulbenkian Beneficência), ACTA – Companhia Teatral do Algarve e Academia de Música de Viana do Castelo (Prémio Gulbenkian Educação) e Miguel Poiares Maduro (Prémio Gulbenkian Ciência).

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